quarta-feira, 31 de março de 2010

O EMPURRÃO


Empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.
Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.
Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?
- Pensou ela.
O ninho estava colocado
O empurrão bem no alto de um pico rochoso.
Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.
E se justamente agora isto não funcionar?
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento.
Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final o empurrão.
A águia encheu-se de coragem.
Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia.
O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes.
Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo.
E eles voaram!

Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia.
São elas que nos empurram para o abismo.
E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.
Autor desconhecido.
ASSIM É A REENCARNAÇÃO OPORTUNIDADES UNICAS
PARA APRENDERMOS A AMAR.




sexta-feira, 19 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

HORA DO SONO (PRECE)


O sono é o repouso do corpo, mas o Espírito não tem necessidade de repouso. Enquanto os sentidos estão entorpecidos, a alma se liberta em parte da matéria e goza das suas faculdades de Espírito.
O sono foi dado ao homem para a reparação das forças orgânicas e para a reparação das forças morais.
Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu pela atividade da vigília, o Espírito vai se retemperar entre os outros Espíritos;
Ele haure no que vê, no que ouve, e nos conselhos que lhes são dados,
Idéias que reencontra, ao despertar, em estado de intuição;
É o retorno temporário do exilado à sua verdadeira pátria;
É o prisioneiro momentaneamente libertado.
Mas ocorre, como para o prisioneiro perverso, que o Espírito nem sempre aproveita esse momento de liberdade para seu adiantamento;
Se ele tem maus instintos, em lugar de procurar a companhia dos bons Espíritos, procura a dos seus iguais e vai visitar os lugares onde pode dar livre curso às suas tendências.
Aquele que está compenetrado desta verdade, eleve o seu pensamento no momento em que sentir a aproximação do sono;
Faça apelo aos conselhos dos bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe é cara, a fim de que venham a se reunir a ele, no curto intervalo que lhe é concedido, e ao despertar se sentirá mais forte contra o mal, mais corajoso contra a adversidade.
PRECE – Minha alma vai se encontrar por um instante com os outros Espíritos. Que aqueles que são bons venham me ajudar com seus conselhos.
Meu anjo guardião, fazei com que, ao despertar, conserve deles uma impressão durável e salutar.

Fonte: livro “Coletâneas de Preces Espíritas” – Allan Kardec
Ed. IDE

ANTES DE AGIR...


Há cinco atitudes capazes de nos trazerem felicidade:

Perdoar sempre.
Fazer todo o Bem possível.

Ser fiel à verdade.

Cultivar a prece.

Caminhar servindo sempre.


E há cinco comportamentos que levam ao sofrimento:

Alimentar a mágoa.

Fomentar a agressividade.

Acreditar na impiedade.

Fugir da prece.

Vingar-se.

É possível que, ainda hoje, te encontres perante uma dessas situações.

Antes de agir,lembra que felicidade ou sofrimento resultarão da tua livre opção.

Por: Scheilla

quinta-feira, 11 de março de 2010

A fagulha e o incêndio


Nenhum Espírito hoje encarnado na Terra saiu recentemente das mãos do Criador.
Todos trilharam um longo caminho para se construírem tal qual são na atualidade.
Todo Espírito é criado simples e ignorante e gradualmente cresce em inteligência e moral.
No curso de sua caminhada, erra e acerta, vivencia paixões e desenvolve virtudes.
O progresso é uma lei da vida e implica a impossibilidade de um Espírito regredir em sua evolução.
Todo Espírito se encontra no ápice de suas virtudes e de sua inteligência.
Contudo, por vezes impressiona a derrocada moral de algumas pessoas.
Elas parecem levar uma vida honrada e, de repente, se permitem atos vergonhosos.
Se um Espírito não pode regredir, como isso se explica?
Na verdade, apesar do equilíbrio aparente, cada homem traz em si as marcas de seu passado.
Paixões e vícios do pretérito dormem no íntimo da criatura.
Porque não foram definitivamente superados, não se pode afirmar que a evolução quanto a eles se consolidou.
Cada qual sabe o que constitui uma tentação para si.
Alguns identificam, no próprio íntimo, a tendência à desonestidade material.
Outros têm inclinação para leviandades sexuais.
Há quem sinta um certo regozijo com a humilhação alheia.
Essas são áreas críticas do processo evolutivo da criatura.
Em relação a elas, urge exercitar a vigilância.
O maior incêndio principia por uma simples fagulha.
Em face da tentação, é importante evitar o primeiro passo rumo ao vício.
Após começar a trilhar o antigo caminho, as tendências escondidas podem ressurgir fortes e dominadoras.
É raro que uma pessoa de vida regrada decida repentinamente cometer uma grande loucura.
Ela dá pequenos passos nessa direção e pouco a pouco seu caminhar ganha velocidade.
Os escândalos mais vergonhosos são o desdobramento de pequenos deslizes que a pessoa imaginou irrelevantes.
O que aparece chocante aos olhos alheios é apenas o resultado de um longo processo.
Uma vez despertadas as sombras íntimas, dominá-las pode se revelar uma tarefa árdua.
Todo Espírito tem suas grandezas e suas misérias.
Em dadas áreas, seu potencial no bem é incomum e sua força é manifesta. Em outras, ele possui flagrante fragilidade moral.
Ciente disso, preste atenção em seu mundo íntimo.
Enfatize seu potencial no bem, desenvolva-o, centre nele sua emoção e seus atos.
Quanto a suas fissuras morais, cuide de fazê-las definhar, por falta de alimento.
Não se permita a fagulha que principia o incêndio. Não imagine que sua felicidade depende de vivenciar paixões e tendências inferiores.
A genuína felicidade é feita de paz, honradez e plenitude.
Pense nisso.
Texto retirado Momento Espírita

sábado, 6 de março de 2010

Suicídio: Uma Abordagem Espiritual

Suicídio: uma abordagem espiritual

O suicídio é uma prática condenada por diversas religiões, entre elas, o Espiritismo.
O ser humano, muito individualista e materialista, se apega na maioria das vezes ao seu Eu, fixando a mente em seus problemas que julga ser os maiores do Universo.
Se limita à matéria, às paixões e aos vícios. Sendo assim, o seu mundo se reduz às coisas passageiras, esquecendo da eternidade que é a alma. Sua preocupação se torna uma obsessão; as pessoas ao seu redor muitas vezes não notam seus problemas, pois o indivíduo sabe camuflar de tal forma que quando o suicídio acontece é surpresa para todos.
Sabemos das dificuldades que cada um enfrenta no dia-a-dia. Cada um, realmente, carrega a sua cruz. Neste processo evolutivo as dificuldades enfrentadas são as mesmas, o que difere é que para uns pode ser menos penoso, devido a sua forma de ver os acontecimentos, ou seja, a evolução individual é algo primordial para que possamos ter um melhor entendimento da vida.
Atualmente, cerca de um milhão de pessoas cometem suicídio todos os anos, conforme dados da Organização Mundial da Saúde. Entre os países desenvolvidos, o Japão ocupa o primeiro lugar, e há tempos atrás ficou conhecido como o “Reino dos Suicídios”. Neste país, está se tornando comum a prática do suicídio coletivo. Em 2003, o Japão registrou 34 suicídios cometidos em duplas ou grupos por pessoas que se conheceram pela internet e faziam pactos. Também neste mesmo ano, foram registrados 34.427 suicídios no Japão, 7,1% a mais que em 2002. Está se tornando uma coisa tão comum que todos os anos diversos escritores lançam livros sobre este assunto. O livro Manual Completo do Suicídio, de Wataru Tsurumi, teve sua primeira edição lançada em 4 de julho de 1993, e se tornou um best-seller, pois descrevia inúmeras formas de suicídio, com ranking de facilidade, dor e dicas estratégicas.

Suicídio coletivo
O suicídio coletivo é uma prática antiga. Ficou conhecida devido às seitas que pregavam uma filosofia que chegava a psicotizar o indivíduo.

Orientações espíritas
Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, lê-se que “as conseqüências do suicídio são muito diversas: não há penas fixadas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o provocaram. Mas uma conseqüência à qual o suicida não pode fugir é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos: depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros em uma nova existência que será pior que aquela da qual interromperam o curso”.
Entrevistei Richard Simonetti, um dos mais conceituados escritores espíritas. Perguntei: Quando uma determinada “religião” ou “líder religioso” levam seus seguidores ao suicídio coletivo, quem terá maior dosagem de culpa? Qual o grau de responsabilidade do líder religioso e do seu seguidor? Ele respondeu que “a responsabilidade maior será do líder, que terá, inclusive, o compromisso de ajudar seus seguidores a se recomporem”.
Indaguei novamente: “Caso o seguidor desta seita foi induzido ao suicídio, mesmo assim ele responderá por este ato praticado contra si próprio? Ele informou que “sim, porque não foi obrigado a matar-se, simplesmente rendeu-se às sugestões recebidas”.
Sendo assim, temos consciência de que tanto pela iniciativa, quanto pela indução, iremos responder pelos nossos atos, afinal, temos o livre-arbítrio para tomar as decisões que achamos cabíveis naquele momento, muitas vezes, sem ter a noção exata das conseqüências futuras.
Quando se deseja algo, seja bom ou ruim, temos ao nosso lado espíritos que irão captar as imagens em nossa mente e poderão, dessa forma, criar condições para que o nosso objetivo se concretize. Em se tratando de suicídio, obsessores irão envolver sua presa para que esta pratique este ato. No suicídio coletivo, uma legião de obsessores poderá estar pronta a “encaminhar” para as zonas sombrias seus desafetos do passado ou apenas indivíduos com a mesma afinidade de pensamentos e propósitos.
Independente do país, o suicídio coletivo é uma realidade. As autoridades devem tomar consciência da seriedade deste assunto e um estudo mais profundo deve ser elaborado para tentar evitar tal atrocidade. Aos candidatos ao suicídio coletivo, reflitam muito bem antes. Procurem ajuda, seja com amigos, parentes ou uma determinada religião que trabalhe o emocional da pessoa, mostrando uma visão global e cristã da vida. Nos centros espíritas, pode-se obter ajuda através de palestras educativas e esclarecedoras, passe, tratamento da desobsessão, água fluidificada, leituras edificantes e o culto do evangelho no lar.
Não se deixe levar pelas ilusões de um mundo melhor pós-suicídio, afinal a porta falsa do suicídio é uma armadilha para um caminho sem volta.
É nossa obrigação acolher com carinho as pessoas que sabemos ter tendência suicida. Devemos estar atentos, para que elas não cometam esta atrocidade contra si mesmas. Muitas vezes, o medo faz com que procurem outras pessoas com o mesmo intuito suicida, se encorajando, acabam praticando o suicídio coletivo.


Artigo publicado na edição 43 da Revista Cristã de Espiritismo.
Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sois Luz ..Fonte Viva André Luiz


Quando o Cristo designou os seus discípulos, como sendo a Luz do mundo, assinalou-lhes tremenda responsabilidade na Terra.

A missão da Luz é clarear caminhos, varrer sombras e salvar Vidas, missão essa que se desenvolve, invariavelmente, à custa do combustível que lhe serve de base.

A chama da candeia gasta o óleo do pavio.

A iluminação elétrica consome a força da usina.

E a claridade, seja do Sol ou do candelabro, é sempre mensagem de segurança e discernimento, reconforto e alegria, traquilizando aqueles em torno dos quais resplandece.

Se nos compenetramos, pois, da lição do Cristo, interessados em acompanhá-lo, é indispensével a nossa disposição de doar as nossas forças na atividade incessante do bem, para que a Boa Nova brilhe na senda de Redenção para todos.

Cristão sem espírito de sacrifício é lâmpada morta no santuário do Evangelho.

Busquemos o Senhor, oferecendo aos outros o melhor de nós mesmos.

Sigamo-lo, auxiliando indistintamente.

Não nos detenhamos em conflitos ou perquirições sem proveito.

"Vós sois a Luz do mundo"

- exortou-nos o Mestre - , e a luz não argumenta, mas sim esclarece e socorre, ajuda e ilumina.

André Luiz

O SOL DO AMOR


A Viagem que fazemos para o nosso interior é cheia de obstáculos, entrave, surpresas, desafios e asco; muitas vezes nos deixamos abater... tão somente etapa a etapa a janela da felicidade vai se descortinando, e o sol do cristo ressurgindo a nos iluminar!