segunda-feira, 27 de agosto de 2012


Todos nós sabemos, as energias negativas são uma das preocupações do ser humano.
Procurar fugir delas é complicado. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta.
Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências.
Abaixo, seguem seis dicas pessoais para começar a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM
Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo.
Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques.
Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais, temer significa falta de fé.
O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA
Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem.
Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor..
A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade.
Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas.
Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido.
Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA
Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação.
Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido.
Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso.
Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente?
Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem?
Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas?
Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO
A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a "Auto-Obsessão".
A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo.
Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos.
'Auto-Obsessão' significa não se gostar, não se apoiar, se auto boicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós.
Auto - obsequiar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.
Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo a sua força pessoal e abrem as portas para toda as pessoas dominadoras e energias de baixo nível.
A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS
As flechas não alcançam o céu.
Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam.Essa é a melhor forma de criar 'incompatibilidade' com as forças do mal e energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a 'mente' e o 'coração'.
Além de manter o coração e mente sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos negativos, fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas.
Evite lugares densos e de baixo nível.
Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida.
O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

sexta-feira, 24 de agosto de 2012


A HISTÓRIA DE UMA DEFICIENTE

Bezerra de Menezes

Apresentação do testemunho, em 23/03/2000

Eu estava na colônia Nosso Lar e vi uma jovem que estava trabalhando com crianças que chegavam da terra e eram portadoras de deficiência física. Como essa jovem era muito bela, saudável, eu falei:
- Minha filha, por que você escolheu essa ala da enfermaria, onde os deficientes físicos vão se recompondo?
(Porque o deficiente físico, quando chega ao plano espiritual, quanto mais tempo demorou na Terra, mais tempo também leva para refazer a sua integridade física. É um processo lento de recuperação; ele, que resgatou o seu débito, não sai imediatamente daquela situação na qual o seu espírito esteve aprisionado. Se você aprisiona uma pessoa num cubículo, sentada, sem ver a luz do sol, ela demora a recuperar a visão, sente dores musculares e demora a andar. A mesma coisa no plano espiritual.)
Ela falou:
- Porque eu fui uma deficiente física.
Eu peguei a ficha dessa jovenzinha e achei que era um caso, realmente, para o Núcleo Servos Maria de Nazaré.
Ela dará o seu testemunho e vocês vão ver como, às vezes, o deficiente físico sofre, no seu interior, mesmo podendo ver, falar, conviver com as pessoas, alegremente.
Vamos Ter o testemunho dessa jovem e acho que todos nós vamos aprender um pouco mais com a dor do nosso semelhante. Seria tão bom se as pessoas que recebemos fossem só de alegria, não é?
Mas, se Jesus veio até nós é porque existia muita dor para ser sanada, muito desespero para se transformar em esperança, se Ele veio até nós e está conosco há dois mil anos é porque, realmente, nós precisamos da terapia do Evangelho em nossas almas, da bondade em nossos corações e do equilíbrio em nossos espíritos.

Testemunho dado em 24/03/2000

Elisabete

Há oito anos estou no plano espiritual, nasci, como todas as meninas, normal, brincando, correndo, brigando, vivendo intensamente. Mas, aos cinco anos, comecei a cair com muita facilidade, o que preocupou os meus pais, que me levaram ao médico. Constataram que eu era portadora de uma paralisia progressiva.
Os anos foram se arrastando, eu tinha mais duas irmãs e as via pular, brincar, correr. Nas festas de aniversários corriam atrás dos balões e eu sempre esperando que alguém se lembrasse de mim para me dar balão, para me dar um pedaço de bolo, para me dar guaraná. Não falava, sempre que me olhavam eu sorria, mas dentro do meu coração existia um sofrimento enorme. Eu perguntava:
- Por que, Deus? Por que eu não sou como as outras meninas? Por que eu não posso também correr e brincar como as minhas irmãs? Me davam bonecas, elas eram minhas permanentes companheiras, amigos, parentes, eu tinha muitas bonecas. Com elas eu conversava, porque até minha mãezinha tinha seus afazeres, seus compromissos sociais, tinha que levar criança na escola. E a minha dificuldade era muito grande. Durante algum tempo eu até estudei. Era inteligente, mas depois foi ficando mais difícil e eu mesma preferi, naquele desencanto pela vida, não ir mais à escola. Pedi, em prantos, à minha Mãe e, certamente, o médico lhe disse: “Ela não vai viver muito”. Eu esperava, realmente, que não fosse viver muito. Eu via, progressivamente, a paralisia ir tomando o meu corpo.
Eu conversava com as bonecas, lia muito, ouvia música. Aquele era meu mundo, não sentia nenhuma alegria em sair. Mas, para não constranger a minha mãe, para não ser dela carcereira, eu aceitava participar de festas. O meu tormento era visível e a piedade nos olhos das pessoas mais visível ainda.
Chegou a puberdade, eu era a caçula, via as minhas irmãs se aprontando para irem para uma festinha, para o cinema, para irem aos parques. Elas chegavam contando, alegres, entre elas, porque os assuntos delas não eram os mesmos assuntos que tinham comigo. Porque elas apenas podiam me narrar aquilo que elas viviam, porque eu não tinha nada para conversar com elas, nenhum assunto, a não ser algum programa de televisão, alguma música. Elas conversavam um pouquinho comigo e começava o diálogo entre elas, entre as companheiras que chegavam e falavam: “Oi Elisabete!”. Era o máximo que me concediam.
Assim os anos foram passando. Os namorados, os primeiros namoradinhos das minhas irmãs e um jovem que foi para comigo muito bondoso. Ele, um dia, chegou e falou com a minha irmã:
- Sua irmã é muito bonita.
Ninguém nunca havia me dito que eu era bonita, nem me importava se eu tinha o rosto bonito ou não. Meu corpo não respondia aos meus impulsos, aos meus apelos. Olhava para meus pés e não conseguia movê-los. Ele me trouxe alguns discos, alguns livros. Se tornou, realmente, um irmão. E eu ficava ansiosa para que minha irmã casasse, realmente, com aquele rapaz, mas, um dia, ele se foi. Desmancharam o namoro, algumas vezes ele me visitou. Eu fiquei sem o amigo que conversava comigo, que elogiava meu cabelo, que me levava livros, bombons. E minha vida voltou a ser o que era, e ela a trocar de namorados e namorados.
Um deles, diante de mim, disse, sem nenhuma piedade:
- Essa doença de sua irmã. Ela pode ser transmitida para filhos? Casando-me com você, eu posso ter um filho nessa situação?
Minha irmã respondeu:
- Eu não sei. Não sei te dizer isto.
Eu então me recolhi ao quarto daquele dia em diante. Não quis mais ser um espetáculo que pudesse prejudicar a descendência dos namorados de minhas irmãs. Sofri atrozmente, nos filmes de televisão, naqueles programas que dançavam e cantavam, mas nunca deixei que ninguém me visse chorar e para todos eu sorri...
Até que, com vinte anos, já com muita dificuldade para engolir, vi o meu corpo, pouco a pouco, diminuir, como se eu fosse voltar a ser criança. Passei a preocupar mais os meus familiares e mais preocupada fiquei com eles. Porque eu me sentia uma carcereira, sentia que todos eles estavam presos à minha deficiência física. E, aos vinte anos, parti para o plano espiritual.
Dois médicos que eu não sabia quem eram me socorreram. Um deles me disse:
- Eu sou Bezerra de Menezes, vou levá-la para recuperar-se. Você receberá tratamento, voltará a ter suas funções normais, mas melhorar, realmente, vai depender de você. Você teve um estágio de encarceramento carnal. Foi necessário isso para que você observasse as pessoas que te cercam, soubesse ver os sentimentos, olhar aquilo que os olhos das pessoas falam, soubesse esconder a sua dor e, também, que nós podemos ser um peso ou uma alegria para aqueles que nos cercam.
Ele me levou, então para a Colônia Nosso Lar. Eu recebi terapia em todo o corpo, via gradativamente as minhas pernas tomando formas, recuperando os movimentos, minhas mãos, minha respiração, que era ofegante, voltaram ao normal.
Pouco a pouco, eu, conversando com aquelas que eram da mesma enfermaria, consegui sentar na cama e arrastar os pés. Debrucei-me sobre a janela e vi um belo jardim, belas árvores, chafarizes. E falei bem alto:
- Morta é que a vida voltou para mim!
Estava me recuperando, pouco a pouco, e daí para a frente já pude ir para o templo da prece, comecei a ir para os refeitórios. Encaminhei um pedido para saber quais as possibilidades que eu teria para ajudar, porque eu me sentia de tal forma incapaz e inerte, que a ânsia de trabalhar, de usar as mãos e os pés era força compulsiva dentro de mim, uma necessidade premente, eu queria usar as minhas mãos, eu queria sentir meus pés e andar incansavelmente, daqui para ali.
E o Dr. Bezerra de Menezes voltou a procurar-me.
- O que você pretende fazer?
Eu disse para ele:
- Qualquer coisa, contando que eu trabalhe. Lavar chão, arrumar cama, tratar de doente, lavar o que for, mas usar as minhas mãos.
Ele deu um sorriso, segurou as minhas mãos e disse:
- Hoje vamos ter uma terapia com três jovens paralíticas. Você esta disposta a ver as conseqüências que uma vida trouxe para você através da paralisia redentora?
- Estou!
Ele, conversando alegremente, segurando a minha mão como um pai amoroso, me levou a uma sala onde havia uma tela grande, onde se movimentavam imagens em terceira dimensão. Eram cenários muito belos e nós três, ali reunidas, depois de nos cumprimentarmos, olhávamos aquelas paisagens belíssimas e falávamos: “essa paisagem não é brasileira”.
E aí foi sendo projetada a vida de cada uma de nós. Quando chegou a minha vez, lá estava eu, uma jovem bela, que tinha uma ama para calçar meus sapatos, apertar os meus espartilhos, pentear os meus cabelos, trazer meu chá que, às vezes, eu não gostava e lhe atirava na face, sem nenhum respeito pelo ser subalterno, sem um carinho por aquelas pessoas que cuidavam do meu bem estar. Entrava nas carruagens e, muitas vezes, quando ia cavalgar com o chicote na mão para chicotear o cavalo puro sangue eu chicoteava o treinador como se ele fosse um animal, não um ser humano, tal o desprezo que eu sentia por todos que trabalhavam.
Revi, nas minhas lembranças, a serva da minha mãe e a minha serva. Lá estavam elas como filhas e como minhas irmãs, num reajuste tão misericordioso, porque elas me tratavam com tanto carinho, com diferença da juventude, é certo.
Mas, os jovens são assim, só depois que amadurecem é que vão entender, dar valor à família e ficar atentos às dores do semelhante.
Senti uma tristeza muito grande, chorei silenciosamente e falei para o Dr. Bezerra:
- Olha, eu tive a bênção de ter tantas bonecas, quanto tantas meninas não tiveram uma boneca sequer, quando tantas e tantas meninas olharam as vitrines com os olhinhos cobiçosos, sem poder embalar nos braços as bonequinhas expostas à venda. Se for permitido, eu gostaria de trabalhar com crianças, crianças deficientes que estivessem em recuperação, a quem eu pudesse dar os primeiros cuidados. Sei que não tenho nada dentro de mim, agora vejo mais ainda, o quão pouco eu fiz no mundo e essa ânsia que eu tenho de usar as mãos, se me for permitido eu gostaria de trabalhar na enfermaria das crianças.
As crianças, quando desencarnam, chegam ao plano espiritual ainda mantendo aquela forma durante algum tempo. Às vezes são pontas de encarnação, como é chamado aqui em cima, são delitos pequenos que têm que resgatar. Ou de um câncer em que foi desencadeado o desencarne antes da hora, ou a necessidade de um período de reajuste.
São inúmeras as situações que levam a pessoa a ser deficiente física, diferem muito os quadros, diferem as provas, como diferem as reações das pessoas.
Demorou algum tempo e, naquele tempo que demorou, procurei ajudar as companheiras da enfermaria. Quando as atendentes chegavam eu já tinha ajudado uma, outra, já tinha conversado.
Eu sentia uma profunda vergonha da moça rica, bela e insensível que eu fora. Lembrava daquele meu corpo, na Terra, e pensava com alegria: minha mãe, minhas irmãs, devem estar sentindo o gosto doce da liberdade, porque, realmente, eu fora um fardo.
Não quis visitar os meus familiares, não por ser penosa a lembrança dos dias que lá vivi, porque não foram penosos, mas por ter sido uma presença penosa para todos eles. Eu queria ganhar um mundo novo, o resgate tinha cessado naquela encarnação, queria uma vida nova, estar num lugar novo, com pessoas novas.
Um dia chegou o doce Bezerra de Menezes:
- Recebemos a permissão do ministro, você vai ter uma entrevista com a ministra Veneranda e poderá trabalhar na ala das crianças deficientes.
Lá existem setores, como na Terra, onde só fazem brinquedos, alimentos. Porque o espírito se alimenta – pode parecer estranho para vocês, mas não é estranho quando vocês bebem uma água fluidificada – e lá se fazem caldos mais densos, que têm sabores deliciosos, sucos que são um “néctar dos deuses”.
Eu, então, fui em cada setor aprendendo como manipular fluidos da forma mais primária, que são os alimentos energéticos. Trabalhava a bioenergia para o alimento daquelas crianças, com as quais eu brincava. Mulheres que sabem costurar, faziam bonecas, faziam carrinhos e as crianças eram felizes. E como elas ficavam felizes ao verem como as perninhas recuperavam os movimentos, que os bracinhos se estendiam para nos abraçar, corriam e brincavam e eu contava história: “Era uma vez, uma menina muito bonita, muito rica, que teve que sofrer muito para aprender que a vida pode ser uma bela história, se nós soubermos viver...”.
A todos vocês o meu agradecimento, por terem tido a paciência de me ouvir. Agradeçam a Deus o que vocês possuem. Jovens, não destruam a saúde de vocês no vício, nas drogas. Aqueles que chegam ao plano espiritual e que usaram drogas, ficam paralisados, catatônicos, e, certamente, terão uma reencarnação tão dolorosa como a que eu tive, porque não souberam valorizar a saúde. Aquilo que tinham de perfeito, tornaram imperfeito.
Jovens, vocês que possuem motocicleta e carro, dirijam com prudência. Porque aqueles que destroçam seu corpo na velocidade e na imprudência ficarão, no plano espiritual, também lesados durante muito tempo e, certamente, nasceram com seqüelas, porque não souberam valorizar o corpo saudável que possuíam.
Mães, jovens, percebam o valor santificante do corpo de vocês, respeitem-se, saibam que a vida é uma benção e nós devemos muito respeito a esse corpo que não foi feito por nós, foi feito por Deus.
Cuidem-se, porque a beleza é uma rosa bela num jardim em que o vento bate em suas pétalas e as arrastam pela lama. A rosa só é bela enquanto está na roseira, depois que perece nem perfume possui, com qualquer flor é assim. Aproveitem a flor da vida para terem, na sua essência mais sublime, aquilo que a vida tem de melhor.
E, se vocês virem alguém arrastando o corpo no cárcere da deficiência física, não tenham piedade. Ajudem com um sorriso, com uma palavra. Façam com que se sintam amados e felizes, mas não tenham piedade, estão resgatando, estão reformulando o seu corpo somático, estão transformando as suas células lesadas em células saudáveis. Façam com que eles sejam capazes de sorrirem e sentirem que a vida tem gosto de amor. Esse amor diferente que é o amor doação, amor caridade. Façam com que as pessoas, ao chegarem perto de vocês, sintam que valeu a pena viver. E que a alegria é a tônica da vida.

Que Deus abençoe a todos. Muito e muito obrigada por tudo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

- Desejo e Vontade



Manuel Portásio Filho 

     Entre as grandes potências da alma, encontram-se a inteligência, a consciência, a memória, a mediunidade, a vontade... 
Todas são de extrema importância na administração da vida do ser.  A vontade, no entanto, tem um papel proeminente no seu desenvolvimento.  Ela se divide em querer e desejar.
     Emmanuel a coloca no governo de todos os meandros da ação mental, o que nos mostra o seu poder. 
Mas ele vai além quando diz que “só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.”  (Pensamento e Vida, cap. 2). 
Allan Kardec, em A Gênese, afirma que:
“Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais... com o auxílio do pensamento e da vontade”, o que nos leva a concluir que o pensamento é o elemento selecionador, enquanto a vontade é o agente, o que determina o que fazer.  Por isso, também diz Léon Denis que “cada alma é um foco de vibrações que a vontade põe em movimento (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. 20). 
O pensamento é pura vibração.
     Enfim, diz-se que “querer é poder!”.  Nem tudo o que queremos nos é dado, porém, mas só aquilo de que necessitamos. 
É o nosso grau de evolução que o determina.  André Luiz, todavia, lembra-nos que “todo desejo, na essência, é uma entidade tomando a forma correspondente” (Sinal Verde, cap. 24).  Portanto, desejar tem seus “riscos”.  Reflitamos nisso.   
 
Manuel Portásio Filho é Advogado, residente em Londres. É membro do The Solidarity Spiritist  Group, Londres-UK.
“A vontade bem direcionada
é fator essencial para
uma vida emocionalmente
saudável e enriquecedora,
portanto, anelada por todo
indivíduo que pensa e luta
para ser feliz.”

Culpa e Responsabilidade

   
Nos evangelhos, estão relatadas diversas passagens, nas quais o arrependimento dos erros cometidos é condição primária para o perdão das faltas e a felicidade eterna. A visão de Deus como um juiz severo e vingativo é ainda temida por muitos, motivando mudança de comportamento e o ensejo de penitenciar-se. O arrependimento é o grito da consciência, nosso aguilhão íntimo, que reconhece a transgressão de condutas morais e o desvio do dever, levando-nos a experimentar a culpa e suas consequências. O Espiritismo esclarece-nos que somos apenas Espíritos arrependidos, sensibilizados pelo remorso em busca do reajustamento através da reparação.
     Quando alguém se equivoca por algum motivo e se arrepende, é compreensível que a culpa se instale nos painéis da consciência. Segundo Joanna de Angelis, “a culpa surge como uma forma de catarse necessária para a libertação dos conflitos” (Momento de Consciência, cap. 6). Não sendo um sentimento negativo em si, cumpre seu papel de despertar-nos para a atitude necessária de recompormo-nos moralmente. A experiência de vivenciar a culpa sem nenhum propósito de transformação ou não reincidência no erro consubstancia o remorso, gerando as atitudes infelizes de autopunição. Qualquer tentativa de reter, na lembrança, os delitos passados ou oportunidades perdidas, lamentando-os, não fará que o erro se apague. Ao contrário, proporciona graves distúrbios psicológicos, conscientes ou não, principalmente se o indivíduo for incapaz de praticar o recurso do autoperdão.
A sustentação deste pensamento enfermiço não só traz a falsa idéia de que o sofrimento vivido é, por si só, reparador da falta, como também impede que se busquem as ações edificantes necessárias para a corrigenda, única forma de libertação da culpa.
Tomar consciência de seu erro e libertar-se da culpa não exime o indivíduo da necessidade de reparar a falta, já que o ofendido, geralmente, não está isento da dor causada pelo nosso ato infeliz. Segundo Allan Kardec “o arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação” (Céu e Inferno, parte I, cap. 7). 
É relevante considerar que as noções de consciência e moral desenvolvem-se lentamente, no decurso de diferentes encarnações, para o espírito imortal. É precisamente no momento em que a responsabilidade se faz presente que se estabelece o contraponto entre a “culpa saudável” e o remorso patológico.
Quando convertemos a culpa em responsabilidade, crescemos psicologicamente e ficamos mais predispostos à prática do perdão e, consequentemente, à reparação.
     A responsabilidade marca, de fato, uma diferença na conduta do ser.Ser responsável implica em ter consciência dos problemas existenciais, reconhecer humildemente as falhas, demonstrar capacidade de agir com elevação e dignidade e desejar sinceramente reparar o mal feito.
Se, ao lidar com o sentimento de culpa, o indivíduo assumir a responsabilidade pelos seus atos, pensamentos e sentimentos de forma madura, saberá enfrentar as consequências de suas escolhas sem a perturbação do remorso patológico. Apagar as lembranças infelizes de uma falta e suas consequências é trabalho de almas que já tomaram conhecimento dos valores morais verdadeiros e praticam uma postura mais realista e produtiva em relação à vida. 
     Segundo Emmanuel, “Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações” (Pensamento e vida, cap. 22). 
O Espiritismo, afirmando que a existência humana é oportunidade de crescimento e realizações no bem, renova-nos a esperança para cumprir com os resgates necessários a fim de que a nossa consciência tranquilize-se após a reparação.
 
Ana Cecília Rosa é médica pediátrica, residente no Brasil. É membro

Medo e Autoconfiança




 
     “Da conquista da paciência, face à perseverança que a completa, passa-se à autoconfiança, à certeza das possibilidades existentes que podem ser aplicadas em favor dos anseios íntimos.” 
      Todos nós, por sermos espíritos ainda imperfeitos, estamos numa “infância psicológica”. Esta realidade faz com que certos sentimentos ainda sejam muito latentes em nós.
O medo é um deles, que nos deixa em estado de alerta quando nos sentimos ameaçados, quer físico, quer no psicológico. O medo é um sentimento natural; contudo, a depender do nível em que se encontre desenvolvido em nós, pode prejudicar o nosso processo evolutivo.
Quando bem administrado, pode transformar-se em cautela; ao contrário, pode transformar-se em fobia.
     Segundo Joanna de Ângelis: “a coragem de manter contato com os próprios medos é recurso terapêutico muito valioso para a sua erradicação...”. É interessante observar que Carl Jung asseverava que “só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos”. Em outras palavras, podemos afirmar que não devemos ter medo dos nossos medos; temos sim que identificá-los e dominá-los. Assim sendo, começaremos a ter a segurança necessária para gerenciá-los. 
       A Benfeitora Joanna de Ângelis ainda afirma que: “o amor é o antídoto eficaz para a superação do medo e a sua conseqüente eliminação”. E é justamente através do AMOR que passamos a ter AUTOCONFIANÇA; tão necessária para a nossa “maturidade psicológica”. 
            
     
Rodrigo Machado Tavares é Engenheiro e pesquisador, residente em Londres. Colabora com diversos Grupos Espíritas. 

O ESPIRITISMO


  O que caracteriza o Espiritismo? Certamente não é somente sua prática exercida por milhões de adeptos espalhados pelo mundo. Mais do que isso, sua doutrina, alicerçada nas leis da Natureza, como escreveu Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo I, item 10, apresenta a imortalidade da alma como seu principal corolário, norteador dos demais princípios básicos. É exatamente a idéia do espírito imortal que possibilita a compreensão da evolução espiritual pela reencarnação.
Psicologicamente, o eu em nossa consciência tem certeza de sua continuidade após a morte, razão pela qual se mantém íntegro e esperançoso. A confiança no futuro, numa continuidade espiritual da consciência de si, advém de certeza íntima da imortalidade do espírito, inerente a todo ser humano. Além da imortalidade do espírito, são princípios básicos do Espiritismo: a existência de Deus, a evolução pela reencarnação, a mediunidade como meio de comunicação entre os espíritos de diferentes dimensões, a moral cristã, entre outros. Para o Espiritismo, Deus é a Causa Primeira de tudo que existe, diferenciando-se do deus medieval punitivo e perseguidor dos que se sentiam pecadores. No Espiritismo, Deus é amor e generosidade para com o ser humano.
A evolução é tratada como o grande caminho, a jornada heróica que todos devem realizar, visando a perfeição ou o encontro consigo mesmo, para a realização de sua designação pessoal. 
A reencarnação é o mecanismo natural da evolução, que põe o espírito em contato com a dimensão material, onde apreende as leis de Deus, acessíveis por essa via. A mediunidade é o meio pelo qual se pode comunicar com espíritos de distintas dimensões, visando a troca de informações e atualização de sentimentos, para o encontro e integração do amor. A mediunidade é a matriz de todas as faculdades psíquicas humanas, propriedade natural de todo ser humano, integrada ao longo da evolução do Principio Espiritual. O Espiritismo alicerçou-se na doutrina cristã, tomando-a como base moral para sua filosofia, dando-lhe, porém, interpretações fundamentadas na imortalidade do espírito e na vida futura. Foi nos ensinamentos de Jesus que Allan Kardec e os espíritos que construíram a doutrina do Espiritismo edificaram a Religião Espírita, que serve de campo de manifestação da religiosidade de seus seguidores. O caráter religioso do Espiritismo tem se sobressaído em face das demandas de consolação daqueles que o buscam e do que é oferecido como transcendência espiritual. As teses espíritas, gradativamente estão sendo incorporadas por todas as pessoas, sendo parte integrante das sociedades, bem como suas interpretações do Evangelho de Jesus são assimiladas naturalmente dia-a-dia. O Espiritismo cresce no mundo, educando as pessoas para a consciência de que são espíritos imortais e de que a felicidade pessoal é alcançável quando se trabalha em favor do bem coletivo e da paz interior.
 
 
 
Adenáuer Novaes é Psicólogo Clínico, residente no Brasil. É um dos diretores da   Fundação Lar Harmonia, Salvador-BA.
 

O ESPIRITISMO ELUCIDANDO A FÉ- Visão Espírita




por: Rafael Bernardo
 
É evidente, que para compreendermos a Doutrina Espírita com clareza, é necessário muito esforço e dedicação da nossa parte.
Na medida em que avançamos nos estudos, deixamos para trás a nossa ignorância espiritual, mergulhamos num mar de informações, cheio de luz, entendimento e verdade.
As revelações do Espiritismo são extremamente valiosas. Descortinam a nossa mente da escuridão, das armadilhas e ilusões das quais nos aprisionamos no mundo terreno, e que nos causam tanta infelicidade.
Basicamente o Espiritismo nos aponta cinco questões fundamentais e que norteiam a Doutrina: melhor compreensão de Deus, imortalidade da alma, pluralidade das existências, reencarnação, e a comunicação com os Espíritos.
Nesse artigo, vamos nos deter apenas no primeiro item, na tentativa de compreendermos melhor esse ponto tão importante, e que muda a forma de como encaramos as vicissitudes da vida.
Sabemos que ainda somos “pequenos”, criaturas muito ignorantes para compreendermos Deus na sua totalidade. Mas, com um pouco de esforço, conseguiremos compreendê-lo minimamente.
Utilizando a razão deixaremos para trás a fé cega, mecânica, conquistando uma fé raciocinada e madura.
Dizemos com muita facilidade: “vai com Deus irmão!”, “fique com Deus amigo!”, “eu tenho fé em Deus!”. E logo na primeira prova, dificuldade e ou perda, nos revoltamos, julgamos e não aceitamos. Onde foi parar a nossa fé?
Na prática, qual está sendo o nosso verdadeiro entendimento, interpretação e vivência das leis de Deus?
Os Espíritos benfeitores nos alertam a respeito da necessidade de racionalizar, estudar e compreender a verdadeira essência de Deus, para sermos criaturas mais equilibradas e felizes. Contudo, a pergunta já não é mais se Deus existe, pois a maioria de nós compreende a existência de uma força soberana que rege o todo.
Necessitamos, portanto, de a partir de agora estudar Deus. Isso mesmo, estudar Deus!
 Não por acaso, essa é a primeira pergunta de O Livro dos Espíritos, em que Allan Kardec indaga aos benfeitores da plêiade de Espíritos da verdade “O que é Deus?”.
 Segundo o dicionário Aurélio, “Deus é a inteligência que está acima de tudo do conjunto de tudo quanto existe (incluindo-se a terra, os astros, as galáxias e toda a matéria disseminada no espaço), origem primeira de todas as coisas”.
Se, sabemos que Deus é o “todo poderoso”, porque insistimos no nosso orgulho e tentamos mudar o que não deve ser mudado?
Não aceitamos os seus desígnios?
Só Ele sabe das nossas reais necessidades, e cada um, por sua vez, deve responder pelas consequências dos próprios atos, seja da atual, ou de pretéritas existências.
A Doutrina Espírita alarga a nossa visão, nos oferecendo a amplitude verdadeira da eternidade, pois a ótica estreita da vida, apenas para essa atual existência física, é incompleta e vazia, nos dando até a impressão de que Deus não é justo e nem bom.
Assim concluímos que as leis de Deus ou lei natural, é a lei que rege as condições da vida da alma, contém toda a essência da verdadeira vida: soberana, eterna, perfeita e que nunca muda.
 

- O Trabalhador Incansável: Chico XAVIER


• 31/7/2012 -

por: Renata S. Girodo de Souza
 
No dia 02 de Abril de 1910, em Pedro Leopoldo - MG nasceu Francisco Cândido Xavier, considerado um dos maiores médiuns da atualidade.
Seu contato inicial com a Doutrina Espírita ocorreu em 1927, com apenas 17 anos, quando psicografou pela primeira vez.
Conheceu o seu mentor espiritual Emmanuel, em 1931. Um ano depois, publicou o livro “Parnaso de Além-Túmulo”, Chico estudou somente até o primário, mas esse detalhe, não o impediu de psicografar centenas de livros, e também cartas dos desencarnados para os seus entes queridos. Toda a renda das suas obras foi doada para editoras Espíritas, instituições de caridade, e outros projetos.
O médium viveu com o dinheiro da sua aposentadoria, sem reverter nenhum centavo da venda dos livros em benefício próprio, ou de seus familiares.
Se não tivesse desencarnado, completaria 112 anos, muitos deles dedicados a assistência ao próximo e o amor.
Até no momento de sua morte foi generoso e mostrou a sua elevação.
Segundo familiares e amigos, Chico, pediu para que Deus, o deixasse desencarnar em um dia que todos os brasileiros estivessem felizes, e o país em festa, para que não houvesse tristeza e comoção.
 Sua passagem para o mundo espiritual ocorreu na “Copa do Mundo de 2002”, data em que o Brasil conquistou o titulo de Pentacampeão mundial.
E como não poderia ser diferente, Chico deve estar trabalhando em prol do próximo, e iluminando uma esfera superior.
Termino esse texto, com frases do próprio Chico:
“A única coisa que espero depois da minha desencarnação, é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”. Chico Xavier.
“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol...”. Chico Xavier.
 

O CARNAVAL E O ESPIRITISMO


Segundo o Dicionário Aurélio Carnaval significa “período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis, e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começava os jejuns quaresmais”.
Já segundo o verbete latino, carnaval é sinônimo de: “a carne nada vale”.
Muitos foliões comemoram a festa, mas na verdade não conhecem o significado que esta data tem.
Originado na Grécia, entre os anos 600 a 520 aC,  a folia era realizada como um agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e a produção.
Na época do Império Romano, a comemoração possibilitava que todasas classes sociais se misturassem. Para os escravos eram concedidas algumas falsas horas de liberdade.
O “baile de máscaras” surgiu em Veneza. Já naqueles tempos, as pessoas ocultavam a sua identidade, em troca de alguns minutos de prazer. Como podemos ver, não é de hoje, que os excessos são cometidos.
O sexo sem compromisso, a libertinagem e o desrespeito com o ser humano, se tornaram algumas das características dessa bacanal pública, que passa pelos inebriados olhos da sociedade.
Corpos desnudos incentivam o erotismo, e descaracterizam a folia do Brasil, que antes era marcada pelas fantasias e pelos grandiosos carros alegóricos, e com as belas marchinhas de carnaval, que levavam as famílias a apreciarem o espetáculo.
Um outro ponto a ser levantado é o problema de saúde pública: a proliferação de muitas doenças sexualmente transmissíveis, não só a AIDS, como também a Sífilis, e outras mais, degenerativas que  são adquiridas nesta época com maior facilidade.
Além disso, a gravidez precoce, e em consequencia os abortos, se tornaram freqüentes.
Muitos divórcios também ocorrem devido a deslizes no setor amoroso, traições e brigas por ciúmes.
Podemos observar também, que uma porcentagem da população, se priva durante o ano todo de bens de consumo, e passam até necessidades alimentícias, para guardarem alguns trocados em comemoração a grande festa. Sem contar as horas de trabalho nos barracões de maneira informal, quase sempre, sem a remuneração adequada.
As belas fantasias com paetês, lantejoulas e cristais, ofuscam a fome e as dificuldades financeiras, pelo menos por algumas horas na avenida.
As manchetes dos principais jornais, em todos os Estados, abordam a questão do aumento da violência: acidentes, mortes, estupros, brigas, etc.
Em grande parte, a causa principal é o consumo de drogas lícitas e ilícitas.
Em geral, os beneficiados pela folia são os grandes empresários, afortunados, que aparecem nas mídias, proporcionando às celebridades e artistas, um dia a mais de luxo.
Do ponto de vista espiritual, Espíritos mal resolvidos, vagam em meio a toda essa libertinagem do corpo, procurando almas afins, para sugarem e vampirizarem as suas energias, e incentivarem atos indecentes, incoerentes e agressivos.
Segundo Espíritos superiores muitas máscaras e fantasias desenvolvidas, são inspiradas por Espíritos que vivem em regiões inferiores do além. Essas são demonstrações do “circo de horrores”, em que esses seres habitam: figuras de monstros, bruxas, dragões, etc.
Como a Terra ainda é um orbe em evolução, as folias se tornam parte deste processo, para aprimoramento das atitudes. Precisamos doutrinar as nossas más inclinações.
Temos o livre arbítrio, para escolhermos o nosso caminho. De nada adianta o ano inteiro procurarmos Deus e Jesus, e em um único mês, extravasarmos toda a nossa energia sendo coniventes com perversidades e atuando contra a ética cristã.
Por isso, muitas religiões promovem encontros e refúgios religiosos para fugirem dos maus instintos.
A comemoração do Carnaval é tradição no nosso país, e, portanto, o texto  não tem nenhuma intenção de criticar a festa em si, mas sim, a forma com que ela é conduzida, e o comportamento questionável do ser humano. Este comportamento pode ser apresentado em qualquer outra comemoração, mas é no Carnaval, que quase tudo se torna permitido.
Momentos de despautério podem custar a nossa existência, e prejudicar o processo reencarnatório.
Ninguém está proibido de ser feliz, mas vamos procurar meios de festar, sem desviarmos da moral, afinal de contas, o nosso corpo vale muito, pois é ele que conduz o Espírito nesta encarnação, e precisamos zelar pela nossa vestimenta carnal, praticando o bem, e vivenciando o que ouvimos do Evangelho de Jesus.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Violetas na Janela

Violetas na Janela

                                                        CASA ESPIRITUAL
                                                                    Emmanuel

"Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual.
" - Pedro. (I PEDRO, 2:5.)

Cada homem é uma casa espiritual que deve estar, por deliberação e esforço do morador, em contínua modificação para melhor.
Valendo-nos do símbolo, recordamos que existem casas ao abandono, caminhando para a ruína, e outras que se revelam sufocadas pela hera entrelaçada ou transformadas em redutos de seres traiçoeiros e venenosos da sombra; aparecem, de quando em quando, edificações relaxadas, cujos inquilinos jamais se animam a remover o lixo desprezível e observam-se as moradias fantasiosas, que ostentam fachada soberba com indisfarçável desorganização interior, tanto quanto as que se encontram penhoradas por hipotecas de grande vulto, sendo justo acrescentar que são raras as residências completamente livres, em constante renovação para melhor.
O aprendiz do Evangelho precisa, pois, refletir nas palavras de Simão Pedro, porque a lição de Jesus não deve ser tomada apenas como carícia embaladora e, sim, por material de construção e reconstrução da reforma integral da casa íntima.
Muita vez, é imprescindível que os alicerces de nosso santuário interior sejam abalados e renovados.
Cristo não é somente uma figuração filosófica ou religiosa nos altiplanos do pensamento universal.
É também o restaurador da casa espiritual dos homens.
O cristão sem reforma interna dispõe apenas das plantas do serviço.
O discípulo sincero, porém, é o trabalhador devotado que atinge a luz do Senhor, não em benefício de Jesus, mas, sobretudo, em favor de si mesmo.

Livro: Vinha de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier

                                                                  BRILHE VOSSA LUZ
                                                                      (PREFÁCIO)



Meu amigo, no vasto caminho da terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há os sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.

Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observemos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém – aquele homem que se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória-, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam ávida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos interemos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas um convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o espírito reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! – proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! – repetimos nós

Emmanuel
Pedro Leopoldo, 25 de Novembro de 1951.


Livro Vinha de Luz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 9 de março de 2012

VEM E AJUDA










REPARA,
além das rosas do teu horto,

Onde a luz do teu sonho brilha e mora,

Os romeiros que seguem, vida afora,

Padecendo aflição e desconforto.
Infortunados náufragos sem porto,

Tristes, rogando a paz de nova aurora,

Levam consigo a dor que clama e chora,

Sob as chagas do peito quase morto...
Não te detenhas!...

Vem, socorre e ajuda

A multidão que passa, inquieta e muda,

Implorando-te amor, consolo e abrigo!...
Reparte o pão que te enriquece a mesa,

Estendendo o teu horto de beleza,

E o Mestre Amado habitará contigo.



Auta de Souza