segunda-feira, 15 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A Felicidade segundo Bezerra de Menezes
Um dia, perguntaram ao Dr. Bezerra de Menezes, qual foi a sua maior felicidade quando chegou ao plano espiritual. Ele respondeu-me:
— A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente:
— Bezerra, acorde, Bezerra!
Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.
— Minha filha, é você, Celina?!
— Sim, sou eu, meu amigo. A Mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, havendo atravessado a porta da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz.
Chegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes espíritas que me vinham saudar. Mas, eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora. Então, Celina, me disse:
— Venha ver, Bezerra.
Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lágrimas nos olhos.
— Quem são, Celina? — perguntei-lhe — não conheço a ninguém. Quem são?
— São aqueles a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles, que o vêm saudar no pórtico da eternidade…
E o Dr. Bezerra concluiu:
— A felicidade sem lindes existe, meu filho, como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.
(Suely Caldas Schubert)
Livro “O Semeador de Estrelas”
— A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente:
— Bezerra, acorde, Bezerra!
Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.
— Minha filha, é você, Celina?!
— Sim, sou eu, meu amigo. A Mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, havendo atravessado a porta da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz.
Chegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes espíritas que me vinham saudar. Mas, eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora. Então, Celina, me disse:
— Venha ver, Bezerra.
Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lágrimas nos olhos.
— Quem são, Celina? — perguntei-lhe — não conheço a ninguém. Quem são?
— São aqueles a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles, que o vêm saudar no pórtico da eternidade…
E o Dr. Bezerra concluiu:
— A felicidade sem lindes existe, meu filho, como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.
(Suely Caldas Schubert)
Livro “O Semeador de Estrelas”
PENSAMENTOS DOS QUE FICAM
Habituai-vos a não censurar o que não podeis
compreender, e crede que Deus é justo
em todas as coisas.
(Fénelon)
Poucas dores doem tanto quanto a da separação de um ser muito querido, que o desencarne retira de nosso convívio.
A primeira ideia que nos vem é a de que perdemos. Perder alguém. Perder a chance de estar com quem tanto amamos.
E o único sentimento capaz de suavizar nossa passagem por estes momentos tão difíceis é a fé.
A fé nos traz pensamentos confortadores, de que só estamos temporariamente separados, mas não sozinhos.
Torna possível entender que a perda só existe do nosso ponto de vista. No contexto Universal, é mais uma destas idas e vindas de Espíritos em evolução.
Aquilo que nos parece um acidente, uma fatalidade, uma cirurgia que não deu certo, muda de figura sobre o pano de fundo da fé. Uma tragédia aos nossos olhos pode ser um grande êxito na jornada espiritual daquele companheiro que parte. O que pensamos que não deu certo, pode ter dado muito certo aos olhos de Deus.
Na verdade, não dispomos de elementos para avaliar o que representa, para nosso irmão ou irmã, a morte de seu corpo físico. Não devemos então duvidar de que Deus esteja, neste exato instante, providenciando para ele o melhor.
compreender, e crede que Deus é justo
em todas as coisas.
(Fénelon)
Poucas dores doem tanto quanto a da separação de um ser muito querido, que o desencarne retira de nosso convívio.
A primeira ideia que nos vem é a de que perdemos. Perder alguém. Perder a chance de estar com quem tanto amamos.
E o único sentimento capaz de suavizar nossa passagem por estes momentos tão difíceis é a fé.
A fé nos traz pensamentos confortadores, de que só estamos temporariamente separados, mas não sozinhos.
Torna possível entender que a perda só existe do nosso ponto de vista. No contexto Universal, é mais uma destas idas e vindas de Espíritos em evolução.
Aquilo que nos parece um acidente, uma fatalidade, uma cirurgia que não deu certo, muda de figura sobre o pano de fundo da fé. Uma tragédia aos nossos olhos pode ser um grande êxito na jornada espiritual daquele companheiro que parte. O que pensamos que não deu certo, pode ter dado muito certo aos olhos de Deus.
Na verdade, não dispomos de elementos para avaliar o que representa, para nosso irmão ou irmã, a morte de seu corpo físico. Não devemos então duvidar de que Deus esteja, neste exato instante, providenciando para ele o melhor.
Espirito Imortal
Você é um Espírito Imortal que temporariamente enverga uma veste de carne.
Já teve infinitas experiências em incontáveis vidas.
Já foi rico e pobre, homem e mulher, saudável e enfermo, a cor da sua pele variou grandemente.
Errou, acertou, errou de novo para acertar com mais propriedade logo depois.
O ato da sua criação perde-se na noite dos tempos.
Entretanto, você se constrói a cada nova experiência.
Embora nem sempre seja feliz em suas escolhas, cada vida sai mais forte e preparado.
Houve ocasiões em que terminou a trajetória carnal insatisfeito consigo mesmo.
Após cessarem as ilusões da matéria, compreendeu que poderia ter utilizado melhor o seu tempo e seus recursos.
Mas também já atravessou vidas sofridas, nas quais resgatou graves débitos e fez importantes aprendizados.
A lei do progresso é um imperativo universal.
Ela impede que um espírito perca virtudes e inteligência.
É possível nascer em situações mais complicadas e sucumbir a tentações.
Mas ninguém regride em sua evolução.
Uma vez conquistado determinado valor, ele jamais se perde.
A inteligência cada vez mais se abrilhanta, sem possibilidade de retrocesso.
Desse modo, hoje você está no ponto culminante da sua trajetória milenar.
Jamais foi tão inteligente e virtuoso.
Sabedoria, bondade, capacidade de renúncia e de trabalho, tudo em seu ser se encontra no zênite.
Está no exato ponto da evolução para o qual se preparou e dispõe dos recursos mais adequados à solução dos seus problemas.
Sua atual existência foi carinhosamente preparada.
Considerando seus compromissos, erros e acertos, ela retrata uma possibilidade de real elevação.
A título de aprendizado e progresso, ou de provações retificadoras, você possui amplas condições de sair maravilhosamente bem.
Não importa quão difícil lhe pareça dada exigência da vida, você pode dar conta dela.
Seus familiares são os mais adequados às suas necessidades.
As condições da sua vida são as ideais, conforme a lei de merecimento que rege o universo.
Você não é vítima e nem privilegiado.
Recebeu o necessário para ser um agente do progresso e espargir o bem á sua volta .
À vista disso, importa compreender que a base da sua tranquilidade reside na integridade da consciência.
Todos os problemas que surgem no seu caminho são uma oportunidade bendita de retificação e aprendizado.
As carências são um auxílio a mais, um convite para compreender as tristezas do próximo.
Os recursos são generosos empréstimos da vida maior, em favor da sua felicidade.
Está nas suas mãos converter todos esses fatores em luz e paz no seu caminho, mediante uma sábia e digna aplicação.
A Amizade
A amizade é o sentimento que imanta as almas unidas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita cambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação.
A amizade floresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e as torna irmãs.
O medo agride as almas e as torna infelizes.
A amizade acalma e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é importante.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, presas nas terras da alma.
Quando outras emoções se isolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.
Se a amizade fugisse da terra, a vida espiritual dos seres se destroçaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém tem êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que a Amizade é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da lei Divina.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita cambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação.
A amizade floresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e as torna irmãs.
O medo agride as almas e as torna infelizes.
A amizade acalma e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é importante.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, presas nas terras da alma.
Quando outras emoções se isolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.
Se a amizade fugisse da terra, a vida espiritual dos seres se destroçaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém tem êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que a Amizade é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da lei Divina.
segunda-feira, 18 de março de 2013
CULTIVANDO O JARDIM
Um homem sai em busca de um guru para entender o que alguém pode fazer para encontrar Deus. O homem viaja centenas de quilômetros e finalmente encontra o guru.
- Você deve ser o guru famoso por sua sabedoria. Preciso de sua ajuda. Desejo ardentemente encontrar Deus, mas preciso de sua orientação.
O sábio olhou para o homem e disse:
- Você deve praticar a jardinagem e cultivar lindas flores em seu jardim.
O homem não compreendeu a razão deste pedido do sábio, mas resolveu aderir a ideia de um jardim florido. Hospedou-se numa pensão próxima, e começou a cultivar um jardim florido numa terra abandonada nas proximidades. De vez em quando o guru ia visitar a terra e observava o homem escolhendo o solo mais fértil, afofando a terra, espalhando o melhor adubo, e colocando as sementes no solo. O homem parecia compenetrado em sua tarefa, mesmo sem entender como aqueles gestos tão simples poderiam ajuda-lo a se encontrar com Deus. Regou o solo com água fresca e se falou com o guru.
- Pronto! Já cultivei a terra da melhor maneira possível. E agora, o que faço?
- O que você acha que deve fazer agora? Perguntou o guru.
- Bom, disse o homem. A única coisa agora a ser feita é esperar que a natureza faça seu trabalho e que as flores cresçam. Posso vir aqui todos os dias e regar as sementes e depois as plantinhas.
- Assim deve ser feito, respondeu o guru.
O tempo foi passando, e o homem esperava pacientemente o crescimento das plantinhas e o desabrochar de lindas flores. Após alguns meses, as plantinhas despontaram no solo e flores de uma rara beleza se abriram. O homem então foi procurar o guru.
- Mestre, fiz tudo o que me mandou. As flores brotaram e há um lindo jardim naquelas terras. Mas o que tudo isso tem a ver com o contato divino?
O guru respondeu:
- A busca de Deus tem tudo a ver com a arte da jardinagem. O que você fez nos últimos meses? Escolheu o solo, preparou a terra, lançou um adubo rico em nutrientes, regou as plantinhas todos os dias desde o início. O sol brilhou no céu, as plantinhas cresceram e desabrocharam em sua estonteante beleza. Eu te pergunto agora. Foi você que fez as flores brotarem do solo e se abrirem lindas e exuberantes?
- Não mestre, eu apenas preparei as condições para que elas pudessem surgir.
- Exato! Respondeu o mestre. O mesmo acontece como o homem em sua busca por Deus. Não é o homem que encontra a Deus, ele apenas deve criar todas as condições para que Deus se manifeste em seu ser. No momento em que estas condições estiverem criadas, Deus vem naturalmente, sem qualquer esforço ou expectativa de sua parte. É algo semelhante ao ato de dormir. Não é você que dorme por sua vontade. O que você faz? Veste roupas mais leves, apaga a luz, deita-se, fica em silêncio, o sono vem, e você dorme naturalmente. Você cria todas as condições, e dorme sem qualquer ação direta de sua parte. O mesmo ocorre com a visita de Deus a sua alma. Não é algo que você faz, é que você permite que aconteça. É como um cálice que recepciona a água. Sejamos como um cálice para permitir a manifestação de Deus. A meditação também consiste basicamente em se criar as condições para que o divino se manifeste em nosso espírito. Cultive o seu jardim interior da melhor forma possível, e a resplandecente beleza e presença do infinito ser eterno acenderá dentro de ti em todo seu esplendor.
(Hugo Lapa)
domingo, 17 de março de 2013
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